Aeroporto de Monte Real
A abertura da Base Aérea de Monte Real a voos civis

A abertura da Base Aérea de Monte Real a voos civis tem sido um tema quente ao longo dos últimos anos.
Muita tinta tem corrido acerca de um possível aeroporto internacional na região centro e o seu impacto na economia. Os prós e contras têm sido debatidos intensamente e os média têm dado especial atenção ao tema.
Deixe a sua opinião e acompanhe os comentários do restantes utilizadores.
Vamos ver o que os nossos conterrâneos têm a dizer.
“Os investimentos que forem feitos na base aérea de Monte Real (BA 5) serão bem vindos, mas no contexto dos investimentos privados. Para nós, tem sentido minimizar a intervenção pública naquele aeroporto”, ressalvou José Couto.
Na terça-feira, o presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, revelou que existe um grupo estrangeiro interessado em investir na abertura da BA 5 ao tráfego civil.
José Couto apoiou essa “vontade de investir”, frisando que a solução “aumentaria a capacidade da oferta do ponto de vista da logística” da Região Centro.
“A aviação civil, nomeadamente turismo religioso (devido à proximidade do santuário de Fátima) poderá ter benefícios com a abertura daquela base aérea”, sublinhou.
No sábado, em Monte Real, autarcas e empresários dos distritos de Coimbra e Leiria vão reunir-se num jantar onde vai ser preconizada a abertura da base militar local ao tráfego civil.
Ainda ao nível do investimento estrangeiro, José Couto disse à Lusa que “existe na Região Centro um conjunto de competências para o acolhimento que são diversas das de outros sítios, mas que não deixam de ser competitivas”.
“O nosso território é competitivo. É capaz de oferecer excelentes áreas físicas para acolhimento, como também centros tecnológicos, estabelecimentos de ensino superior, laboratórios e mão-de-obra qualificada para poder potenciar os investimentos”.
O Conselho Empresarial do Centro pretende “sensibilizar alguns decisores e alguns líderes de opinião, na Europa e no Brasil, numa primeira fase, para as vantagens de virem para a nossa região”, disse.
Raul Castro, diz que há um grupo empresarial estrangeiro interessado na abertura ao tráfego civil da base aérea de Monte Real.
“Neste momento, poderei adiantar que há um grupo estrangeiro interessado nesta solução”, declarou Raul Castro, que se escusou a adiantar mais pormenores, com excepção de que se trata de um grupo da América do Sul com “experiência” e “participações accionistas em muitas empresas de aviação”.
O autarca ressalvou que não está “a afirmar de uma forma categórica que isto já está assumido, mas há a possibilidade de vir a ser uma realidade, desde que salvaguardadas todas as condições, quer aquelas que o Governo entender pôr, quer também aquelas que os investidores vejam como que sejam possíveis de concretizar, atendendo, portanto, aos seus interesses específicos”.
Raul Castro acrescentou que “tem havido reuniões” com este grupo, mas “haverá eventualmente outros grupos que estão interessados em suportarem os custos da construção do terminal, tendo como contrapartida um número de anos a determinar pelo Governo de exploração do mesmo terminal”.
Os contactos com potenciais investidores sucederam-se a uma reunião, o ano passado, com o primeiro-ministro, contou o presidente da câmara de Leiria, adiantando que no encontro José Sócrates “deixou a porta aberta para haver uma possível viabilização” do projecto “desde que haja investidores privados que suportem os custos com a construção do terminal”.
“Foi isso que tentámos fazer, ir à procura de investidores que permitam viabilizar esta nossa pretensão”, explicou Raul Castro.
O Fórum Centro de Portugal, que anunciou em Junho a suspensão do estudo sobre a viabilidade da abertura da base aérea à aviação civil internacional, mudou, então, a sua estratégia para a iniciativa privada, encetando contactos em Portugal e no estrangeiro.
Segundo Raul Castro, esta aposta em investidores privados impede que “qualquer argumento da situação financeira [do país] possa servir para inviabilizar mais uma vez esta possibilidade”.
Considerando ser compatível, como sucede noutros locais, no país e no estrangeiro, o duplo uso – militar e civil – da base de Monte Real, o autarca salientou que no actual momento do país é importante “saber aproveitar todas as oportunidades e esta é, talvez, a mais importante para alavancar a economia desta região”.
“Aquilo que nós queremos é dar um sinal claro que há aqui oportunidades do sector privado para tornar viável uma estrutura que é importante para todos”, afirmou, defendendo, ainda, que se deve “tirar partido” das condições que já existem na base.
“Desde que – e isso é a questão fundamental para nós – não haja necessidade de haver dinheiros públicos neste projecto”, insistiu, explicando cabe ao “Governo definir as condições para que isto seja possível”, para que as negociações com os privados possam avançar.
Autarcas e empresários dos distritos de Leiria e Coimbra vão participar num jantar no próximo sábado em Monte Real, Leiria, pela abertura da base aérea local ao tráfego civil.
À agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, disse que a iniciativa é liderada pelo Fórum Centro de Portugal, composto por personalidades que defendem os voos civis internacionais na base militar de Monte Real e que em Maio de 2009 anunciou a realização de um estudo – entretanto suspenso – para analisar esta viabilidade.
Raul Castro adiantou que o jantar, ao qual devem associar-se deputados dos dois círculos eleitorais e, também, autarcas de outros distritos da região Centro, pretende ser um espaço para assumir a “unidade necessária” para que se concretize este projecto, que classificou de “extremamente relevante para toda a região”.
“Há, neste momento, alguma possibilidade que isso seja uma realidade e, portanto, o que nós pretendemos é que, sem recurso ao erário público, possa aquela estrutura ficar ao serviço de toda a região Centro”, afirmou Raul Castro.
O autarca, independente eleito pelo PS, manifestou o desejo de que, no decurso do encontro, saia “uma manifestação clara do interesse suprapartidário e do interesse regional” do investimento.
“Para se demonstrar, de uma vez por todas, que somos capazes de deixar de lado as chamadas capelinhas e defender um projecto de importância vital”, referiu, apontando a sua relevância para “ajudar a alavancar a economia” da região.
O lema do jantar é “pela abertura aos privados, pelo fim do monopólio da ANA”, empresa que gere sete aeroportos do país, e os seus promotores querem que os partidos se comprometam com o “caminho” da abertura da base aos voos civis, impedindo “a manutenção de um monopólio que se tem revelado incapaz de cumprir a sua missão de assegurar uma adequada cobertura do território no Continente português”, revela a organização.
O presidente da Câmara de Leiria lembrou que, neste momento, o Centro “é a única região do país que não tem uma infraestrutura desta natureza”.
“Aquilo que nós pretendemos é lutar, também, contra o ‘lobby’ da ANA que tem sido, realmente, o grande obstáculo que tem inviabilizado esta possibilidade na região Centro”, declarou.
Reconhecendo que haverá “condicionantes” para a abertura da BA5 ao tráfego civil, dado tratar-se de uma unidade que tem como missão garantir toda a defesa aérea do país e está em estado de permanente prontidão, Raul Castro assegurou, contudo, que “não é a Força Aérea” a “responsável desta impossibilidade”.
“Na realidade há, aqui, interesses que se movimentam em redor da ANA e que têm prejudicado toda a nossa região”, acrescentou, apontando “indícios” – que não quis especificar – que o levam a pensar que “a ANA não terá grande interesse que esta solução seja realizável”.
Autarca de Leiria afirmou que há um grupo da América do Sul interessado em assegurar a abertura da BA5 ao tráfego civil
O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, disse ontem à agência Lusa que há um grupo empresarial estrangeiro interessado na abertura ao tráfego civil da base aérea de Monte Real."Neste momento, poderei adiantar que há um grupo estrangeiro interessado nesta solução", declarou Raul Castro, que se escusou a adiantar mais pormenores, com excepção de que se trata de um grupo da América do Sul com "experiência" e "participações accionistas em muitas empresas de aviação".
O autarca ressalvou que não está "a afirmar de uma forma categórica que isto já está assumido, mas há a possibilidade de vir a ser uma realidade, desde que salvaguardadas todas as condições, quer aquelas que o Governo entender pôr, quer também aquelas que os investidores vejam como que sejam possíveis de concretizar, atendendo, portanto, aos seus interesses específicos".
Raul Castro acrescentou que "tem havido reuniões" com este grupo, mas "haverá eventualmente outros grupos que estão interessados em suportarem os custos da construção do terminal, tendo como contrapartida um número de anos a determinar pelo Governo de exploração do mesmo terminal".
Os contactos com potenciais investidores sucederam-se a uma reunião, o ano passado, com o primeiro-ministro, contou o presidente da câmara de Leiria, adiantando que, no encontro, José Sócrates "deixou a porta aberta para haver uma possível viabilização" do projecto "desde que haja investidores privados que suportem os custos com a construção do terminal". "Foi isso que tentámos fazer, ir à procura de investidores que permitam viabilizar esta nossa pretensão", explicou Raul Castro. O Fórum Centro de Portugal, que anunciou em Junho a suspensão do estudo sobre a viabilidade da abertura da base aérea à aviação civil internacional, mudou, então, a sua estratégia para a iniciativa privada, encetando contactos em Portugal e no estrangeiro.
Segundo Raul Castro, esta aposta em investidores privados impede que "qualquer argumento da situação financeira [do País] possa servir para inviabilizar mais uma vez esta possibilidade".
Considerando ser compatível, como sucede noutros locais, no País e no estrangeiro, o duplo uso – militar e civil - da base de Monte Real, o autarca salientou que, no actual momento do País, é importante "saber aproveitar todas as oportunidades e esta é, talvez, a mais importante para alavancar a economia desta região".
"Aquilo que nós queremos é dar um sinal claro que há aqui oportunidades do sector privado para tornar viável uma estrutura que é importante para todos", afirmou, defendendo, ainda, que se deve "tirar partido" das condições que já existem na base.
"Desde que – e isso é a questão fundamental para nós – não haja necessidade de haver dinheiros públicos neste projecto", insistiu, explicando que cabe ao "Governo definir as condições para que isto seja possível", para que as negociações com os privados possam avançar.
Publicado RL em 26 Abril 2011 às 5:11 pm.
O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, disse hoje à agência Lusa que há um grupo empresarial estrangeiro interessado na abertura ao tráfego civil da base aérea de Monte Real.
“Neste momento, poderei adiantar que há um grupo estrangeiro interessado nesta solução”, declarou Raul Castro, que se escusou a adiantar mais pormenores, com exceção de que se trata de um grupo da América do Sul com “experiência” e “participações acionistas em muitas empresas de aviação”.
O autarca ressalvou que não está “a afirmar de uma forma categórica que isto já está assumido, mas há a possibilidade de vir a ser uma realidade, desde que salvaguardadas todas as condições, quer aquelas que o Governo entender pôr, quer também aquelas que os investidores vejam como que sejam possíveis de concretizar, atendendo, portanto, aos seus interesses específicos”.
Raul Castro acrescentou que “tem havido reuniões” com este grupo, mas “haverá eventualmente outros grupos que estão interessados em suportarem os custos da construção do terminal, tendo como contrapartida um número de anos a determinar pelo Governo de exploração do mesmo terminal”.
Os contactos com potenciais investidores sucederam-se a uma reunião, o ano passado, com o primeiro-ministro, contou o presidente da câmara de Leiria, adiantando que no encontro José Sócrates “deixou a porta aberta para haver uma possível viabilização” do projeto “desde que haja investidores privados que suportem os custos com a construção do terminal”.
“Foi isso que tentámos fazer, ir à procura de investidores que permitam viabilizar esta nossa pretensão”, explicou Raul Castro.
O Fórum Centro de Portugal, que anunciou em junho a suspensão do estudo sobre a viabilidade da abertura da base aérea à aviação civil internacional, mudou, então, a sua estratégia para a iniciativa privada, encetando contactos em Portugal e no estrangeiro.
Segundo Raul Castro, esta aposta em investidores privados impede que “qualquer argumento da situação financeira [do país] possa servir para inviabilizar mais uma vez esta possibilidade”.
Considerando ser compatível, como sucede noutros locais, no país e no estrangeiro, o duplo uso – militar e civil – da base de Monte Real, o autarca salientou que no atual momento do país é importante “saber aproveitar todas as oportunidades e esta é, talvez, a mais importante para alavancar a economia desta região”.
“Aquilo que nós queremos é dar um sinal claro que há aqui oportunidades do setor privado para tornar viável uma estrutura que é importante para todos”, afirmou, defendendo, ainda, que se deve “tirar partido” das condições que já existem na base.
“Desde que – e isso é a questão fundamental para nós – não haja necessidade de haver dinheiros públicos neste projeto”, insistiu, explicando cabe ao “Governo definir as condições para que isto seja possível”, para que as negociações com os privados possam avançar.
Publicado por RL em 07 Abril 2010 às 3:42 pm.
O presidente da Câmara de Leiria defendeu hoje o tráfego civil na Base Aérea nº. 5, de Monte Real, considerando que o dinamismo empresarial da região pode ser potenciado com o uso não exclusivamente militar da infraestrutura.
Foto de arquivo
“Leiria apresenta um conjunto de condições que induzem à atratividade de novos investimentos empresariais e comerciais, nomeadamente a sua localização geoestratégica e o seu dinamismo empresarial, mais valias que poderão ser potenciadas com a concretização do TGV e com a abertura da Base Aérea de Monte Real ao tráfego civil”, afirmou Raul Castro.
O autarca, que discursava na cerimónia de inauguração da primeira de uma rede de 14 Lojas da Exportação, presidida pelo primeiro ministro José Sócrates, adiantou que o uso civil da base é um “desejo partilhado pelas autarquias desde Coimbra e Figueira da Foz até às do Oeste, já que é a única região plano do país que ainda não tem um aeroporto com utilização civil”.
Raul Castro referiu que esta “é uma medida importante de apoio ao sistema empresarial, dado que fomenta a criação de condições para aumentar a vertente exportadora das nossas empresas”.
“Enquanto responsável autárquico compete-nos criar sinergias geradoras de novos investimentos e, por isso, apraz-nos registar o interesse de alguns operadores de carga e ‘low cost’ em desenvolverem actividades no aeroporto de Monte Real se, finalmente, for determinado pelo Governo a sua abertura ao uso civil”, continuou Raul Castro.
Para o presidente da Câmara Municipal de Leiria, “tudo deve ser feito para o relançamento do investimento, a criação de riqueza e de emprego”, de forma a alcançar “uma economia de social de mercado sustentável”.
“É nesse contexto que esperamos contar, mais uma vez, com o apoio do senhor primeiro ministro, numa altura em que todos devemos estar unidos para fazer o melhor pela economia de Portugal”, disse ainda Raul Castro.
A Loja da Exportação de Leiria funciona no serviço regional do IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, na sede da Associação Empresarial da Região de Leiria, no âmbito de uma parceria com a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
As Lojas da Exportação são uma das medidas previstas no Pacto para a Internacionalização para reforçar as exportações nacionais e aumentar a presença das pequenas e médias empresas portuguesas em mercados internacionais.
Onde preferia ver o aeroporto: Fátima ou Monte Real?
Temos de deixar de discutir o assunto em função de ´capelinhas´. Não vejo problema em que o aeroporto fique a meia hora ou 45 minutos de Fátima. Os turistas que saem do avião terão necessariamente de entrar num autocarro. Não acredito na solução de Monte Real. É mais uma manobra de diversão. Por outro lado, os problemas que têm existido em torno do aeródromo da Giesteira também não deixam prever que essa possa ser uma opção.
Para já, é fundamental que o estudo que está a ser feito sobre Monte Real seja concluído o quanto antes, de forma a sustentar as decisões que venham a ser tomadas. O importante é que o problema se resolva rapidamente.
“A Câmara de Ourém está interessadíssima em avançar com o projecto [aeroporto regional de Fátima], numa parceria cujos contornos ainda é muito cedo para conhecer”, afirma Paulo Fonseca, presidente do município, que, dentro de dias, deverá reunir com o proprietário do aeródromo. O autarca falava no final da reunião de câmara de terça-feira, onde foi interpelado pelos vereadores do PSD sobre o assunto. No requerimento, os sociais-democratas recordam que o anterior executivo deixou um dossier com indicações de “todos os procedimentos necessários para despoletar oficialmente” o projecto, que consideram de “importância nevrálgica para a região, para Portugal, para o mundo e para a economia local”.
David Catarino, presidente do Turismo de Leiria/Fátima, considera a construção de um aeroporto regional “vital” para a região, pelo que entende que a discussão da sua localização é secundária, desde que a infra-estrutura não fique a uma distância superior a meia hora de Fátima. “Fomos abordados pela Ryanair na BTL. Gostaríamos de aprofundar os contactos para ver qual a sua disponibilidade para voar para esta zona. Sei que isso não interessa a Lisboa, mas interessa-nos a nós.”
Segundo David Catarino, a construção de um aeroporto regional permitiria aumentar o tempo de permanência dos turistas na zona. “Não tenho nada contra que os turistas que vêm a Fátima e vão dois dias a Lisboa. Agora, o que acontece é o inverso, e isso não nos interessa. Queremos que as pessoas circulem na região”, sustenta. Para tal, entende ser fundamental que as entidades públicas se mobilizem para fazer lobby.
“As acessibilidades é um dos factores críticos de diferenciação e é responsável por um número muito substancial de turistas que entram no mercado. Não pretendemos um aeroporto com as características de Alcochete, mas com capacidade para receber viagens low cost para aumentarmos a competitividade e atractividade da Região Centro”, defende o presidente do Turismo Centro de Portugal. Pedro Machado recorda que o anterior ministro das Obras Públicas, Mário Lino, disse estar disponível para estudar a possibilidade de abrir a BA5 ao tráfego civil.
Alexandra Barata
A criação de um aeroporto regional no Centro do País é uma prioridade para os presidentes do Turismo de Leiria/Fátima, Oeste e Centro de Portugal, que prometem intensificar os seus esforços nesse sentido a partir de Fevereiro.
A Base Aérea de Monte Real continua a ser a localização mais desejada.
Os presidentes dos Turismos do Centro de Portugal, Leiria/Fátima e Oeste e alguns hoteleiros vão intensificar esforços, a partir de Fevereiro, para viabilizar a criação um aeroporto regional no Centro do País, revelou ao JORNAL DE LEIRIA António Carneiro, presidente do Turismo do Oeste, no sábado, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).
“Com 1% de Alcochete [novo aeroporto] faz-se um aeroporto regional. É um investimento muito pequeno em relação às mais-valias”, argumenta António Carneiro, que considera Monte Real a localização mais indicada, porque permitiria reduzir custos, ao partilhar o espaço com a BA5. “Não acredito que o Governo não seja capaz de resolver esse problema.”
António Carneiro defende que é possível assegurar o funcionamento de um aeroporto regional com voos charter, através de companhias aéreas que praticam preços mais baixos. Além das vantagens para o turismo, diz que os empresários dos ramos do vinho, vidro, cerâmica e moldes também iriam beneficiar com a infra-estrutura. “O que está em causa é o futuro da região e das empresas.”
Texto de Armando Vieira
Com a opção do aeroporto da Ota afastada, e nível alarmante da dívida pública a por em causa a construção do novo aeroporto em Alcochete, acho que é altura de relançar a discussão sobre o tema.
Os autarcas da região Centro, Oeste e Norte deveriam defender a opção Monte Real? A base aérea de Monte Real está instalada numa zona excelente que podia ser facilmente transformada num aeroporto civil. A topografia do terreno é óptima, a cintura urbana circundante não é muito densa e o impacto ambiental não seria significativo. Com a A1 a poucos quilómetros, após a conclusão da A8 e da A17 os acessos rodoviários são excelentes, quer para Norte quer para Sul. A única infra-estrutura necessária seria um acesso ferroviário de qualidade, não necessariamente o TGV (outra opção de utilidade discutível). Monte Real tem ainda a vantagem de estar situado no coração de uma zona do país economicamente muito dinâmica além de ficar equidistante de Porto e Lisboa.
Poder-se-ia argumentar que a zona centro não tem massa crítica para se construir um grande aeroporto. Mas porque se tem de construir um grande aeroporto com capacidade para mais de 40 milhões de passageiros ano? Não tenhamos a ilusão de transformar o novo aeroporto num hub ibérico. Esse hub já existe e está em Madrid. Barcelona, uma cidade muito maior e mais central que Lisboa, tem apenas mais 40% de tráfego aéreo. É o aeroporto de Barajas em Madrid que fica com a parte de leão do tráfego internacional espanhol.
É altura de aprender com a história e deixarmo-nos de megalomanias doentias. O que o país necessita não é um super aeroporto mas um outro aeroporto de apoio à Portela. Com as várias centenas de milhões de euros gastos em obras de ampliação, a Portela terá uma capacidade de até 20 milhões de passageiros. Com um outro aeroporto, sobretudo para as companhias de baixo custo (as designadas low cost), o país ficaria perfeitamente servido.
A única desvantagem de Monte Real seria a de estar longe de Lisboa. Porém, está mais que na altura de nos libertarmos das forças centralizadoras da capital. As assimetrias de poder económico entre Lisboa e o resto do país não param de crescer. Se mais investimento não for feito noutras regiões, correremos o risco de nos transformarmos num país como o Brasil, uma nação do tamanho da Europa mas onde quase metade da riqueza é produzida numa única megacidade: São Paulo. Se é todo o país que vai pagar o aeroporto ele deve ser feito para servir o país inteiro.
É claro que haverá um custo pela deslocação de infra-estruturas logísticas e pelo transporte de passageiros e mercadoria entre os principais centros urbanos nacionais e Monte Real. Mas esse custo seria compensado pelo desenvolvimento do país inteiro e não apenas de Lisboa e pela qualidade de vida das pessoas que se libertassem do stressante quotidiano da capital.
Sem dúvida
Será?
qual é a duvida?
Aeroporto “low cost” em M
Mas quando..;)
o terreno da base nao e particualar por
os terrenos teriam de ser expropriados
os elefantes brancos
aeroporto de Beja
Se não fossem os interesses politicos
Low Cost
que interesse têm as low cost?
É um assunto de interesse
QUANTO MAIS CEDO MELHOR
Não ao aéroporto
Não ao aeroporto
Lenga lenga para iludir
Aeroporto e ESCOLA
Faça o download da versão mais recente do Internet Explorer:
Faça o download da versão mais recente do Firefox: 


