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Rio Lis

 

Os locais de interesse turístico em Leiria primam pela diversidade. Para além da Praia do Pedrógão, destaca-se ainda as Termas de Monte Real.

A riqueza do concelho está ainda presente no seu artesanato, na sua gastronomia e no vasto leque de entidades de índole cultural que fazem de Leiria sede do distrito.

Outro ponto de interesse turístico, mais relacionados com a Natureza, é o Rio Lis

O rio Lis nasce no Lugar das Fontes, perto de Cortes, e desagua 39,5 quilómetros depois, no mar de Vieira.

Apresenta-se como um curso de água sereno cujo principal afluente é o rio Lena e, das suas margens, é possível contemplar o cenário onde o castelo está enquadrado.

 

As águas do rio Lis permitem um aproveitamento hidroagrícola, onde se destaca a cultura do milho, prados hortícolas e pomares. Os arrozais podem também ser aqui encontrados.

A força motriz, a importância da água e as características de escoadouro natural deste rio, proporcionaram o desenvolvimento de algumas indústrias na zona envolvente.

São disso exemplo a moagem, onde era produzida farinha de milho, farinha de trigo e, ultimamente, rações concentradas. Destaque ainda para o Lagar de azeite que foi propriedade de Afonso Lopes Vieira; para os vários moinhos de água, e indústria de curtumes e geradora de energia eléctrica.



Lapedo

 

O vale do Lapedo, com cerca de um quilómetro e meio de extensão, apresenta-se como uma área de grande importância geomorfológica.

Situado nas freguesias de Caranguejeira e Santa Eufémia, a sua formação, na era Quaternária, deve-se à passagem das águas da ribeira de Caranguejeira.

A diversidade de fauna e flora é também uma característica digna de distinção. Neste local, é possível encontrar algumas espécies como o chapim, gralha preta, águia de asa redonda, ratos do campo, salamandras e morcegos.

Da flora típica do Lapedo, destaca-se a vegetação ripícola (amieiros, salgueiros, freixos, choupos e vide branca), matos mistos e áreas de carvalho cerquinha.

Com o achado arqueológico do "Menino do Lapedo", o esqueleto de uma criança do paleolítico superior, entre 25 e 30 anos a.C., tornou-se fundamental a classificação desta zona, como zona protegida.



Lagoa da Ervideira

 

Situada na freguesia de Coimbrão, a Lagoa da Ervideira está classificada no âmbito do projecto Biótopo Corine.

Da fauna característica desta zona, destacam-se espécies como a carpa, percas sol, achigãs, pato real e galinha de água.




Mata dos Marrazes

 

A Mata dos Marrazes foi criada, em 1903, no intuito de arborizar os terrenos incultos da região.

É o resultado de três charnecas: Charneca dos Marrazes, Charneca dos Pinheiros e Charnecas das Quintas.




Termas de Monte Real

 

No interior do Pinhal de Leiria, as Termas de Monte Real, conjugam as memórias das estância termais clássicas, como a dinâmica das tecnologias e tratmentos modernos. Os efeitos terapêuticos desta água eram já conhecidos durante a ocupação romana, datando a sua exploração recente de 1807. Nascida à temperatura de 18 graus, esta água é bacteriologicamente pura, sendo recomendada para o tratamento das doenças do aparelho digestivo, reumático e musculo-esqueléticos e do aparelho digestivo. As termas dispõem de programas de relaxamento e bem-estar. As Termas foram totalmente reconstruídas em 2009 e dotadas com novos equipamentos e serviços.

No interior de uma frondosa mata de 24 hectares, nascem as águas de Monte Real, vila histórica rodeada pelo Pinhal de Leiria.

Estrutura turística: animação termal, ténis, badminton, minigolfe, circuito de manutenção, piscinas, parques, ciclismo, grutas, pesca, caça, tiro, monumentos, praias, concertos, exposições.

Indicações terapêuticas: afecções das vias respiratórias, afecções do aparelho digestivo, afecções reumáticas e músculo-esqueléticas.

A concessão destas termas foi atribuída a Olímpio Duarte Alves em 23 de Dezembro de 1916, tendo a área reservada de 100 hectares sido estabelecida por portaria de 12 de Outubro de 1932.

 

Estas águas, classificadas em 1940 como sulfatadas cálcicas e hipotermais, eram na época indicadas para as doenças do aparelho digestivo. Nesse ano, por falecimento do antigo director clínico, João de Bettencourt, era o médico adjunto, António de Melo e Maia, o responsável pelas termas.


Ainda nesse ano, trataram-se essencialmente doenças gastro-intestinais (66% do total), seguindo-se as doenças de fígado (25%) e de reumatismo (3%), representando as restantes doenças (diabetes, faringites e outras) os remanescentes seis por cento.

Estas termas registaram em 1938 a inscrição de 1.771 aquistas, 2.022 no ano seguinte e 2.028 em 1940.