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Termas de Monte Real

Lendas


Lenda

Da Ermida e do Forno da Cal onde foi queimado, por engano, um criado do Rei Dinis.

Segundo reza a lenda, quando o rei D. Dinis com sua esposa a Rainha Santa Isabel viviam em Monte Real, por altura da plantação do Pinhal, tinha alguns amores secretos para os lados de Leiria e, nomeadamente, em Amor.

Andando a Rainha desconfiada com as saídas constantes do seu esposo, mandou que um seu criado seguisse o Rei e seus pagens a fim de saber para onde ele ia.

No caminho que o Rei utilizava entre Monte Real e Amor, havia uma Ermida e, um pouco mais adiante, um forno de cozer a cal.

O Rei, apercebendo-se que vinha a ser seguido pelo criado da rainha, ao passar no forno da cal, deu ordens aos operários para agarrarem e meterem dentro do forno um cavaleiro que vinha um pouco atrás.

Acontece que o criado da rainha, por ser muito religioso, entrou na Ermida e ali assistiu à missa que decorria nesse momento.

Algum tempo depois, o Rei mandou um dos seus criados ao forno a perguntar se as ordens de El-Rei haviam sido cumpridas. Os operários responderam que não mas que seriam, de imediato cumpridas e, sem mais, meteram o criado de Rei no forno que assim foi queimado como sendo o criado da rainha o que foi entendido como um milagre daquela e um sério aviso ao Senhor El-Rei D. Dinis.

Ainda hoje, aos locais onde existiam a ermida se chama “Ermida” e o forno se chama “forno da Cal”.




Lenda de SEGODIM

O lugar do Segodim, da Freguesia de Monte Real, deve o seu nome à lenda seginte:

Certa noite de intenso temporal estava a Rainha Santa Isabel muito preocupada, na sua casa em Monte Real, pela demora do Rei D.Dinis, seu esposo, a regressar a casa.

Suspeitando que o Rei tivesse ido para Amor visitar uma das suas secretas amadas, a Rainha resolveu ir ao seu encontro com alguns dos seus criados. Assim fez e, ao longo do caminho, foi colocando, em buracos protegidos do temporal, luzes feitas com cascas de caracol cheias de azeite e um cordão aceso para sinalizar o mesmo.

Ia a rainha nessa azáfama quando encontrou o Rei que, ao vê-la toda molhada naquele local e àquela hora tardia, exclamou:
- Que fazeis aqui Senhora minha?
- A Rainha respondeu:
- Estava preocupada pela Vossa demora e pela vida e resolvi vir ao Vosso encontro senhor.

O Rei, ao ver as luzes colocadas no caminho, ficou muito perturbado e exclamou:
- Até que eu cego vi...

Retorquiu-lhe a Rainha:
- Cego vindes de Amor meu senhor.

Assim terá surgido o nome do lugar de CEGOVINDES – CEGOVIM – SEGODIM.




Serra do Porto de Urso

O lugar de Serra do Porto de Urso deve o seu nome, segundo a lenda, a uma luta que El-Rei D. Dinis travou com um corpulento urso acabando por o empurrar para dentro de um poço onde o mesmo morreu.

Reza a lenda que, numa das suas idas secretas para Amor onde residia uma das suas amadas, El-Rei D. Dinis foi atacado por um enorme urso com o qual lutou acabando por o atirar a um poço.

Ao local ficou a chamar-se “Poço de Urso” mais tarde “Porto de Urso” e posteriormente “Serra do Porto de Urso” por ser uma elevação acima do Vale do Lis

Apesar da sua referência como povoação só aparecer em Outubro de 1292, altura em que foi fundada por D. Dinis, existem vestígios a comprovar a passagem e permanência de povos em épocas mais remotas, romana e até neolítica.

Monte Real é uma Vila de características urbanas com alguns espaços de cariz rural, onde se pratica uma policultura tradicional de subsistência a par de uma monocultura moderna com base no cultivo do milho que se desenvolvem também pelos restantes lugares que formam a Freguesia (Serra de Porto de Urso, onde se encontra instalada a Base Aérea n.º5, SEGODIM, GRANJA e BREJO.

A estância termal remonta à ocupação romana em Portugal. É tradicional atribuir-se à Rainha Santa a cura de doentes, mas só em 1806 o Bispo de Leiria D. Manuel Aguiar mandou captar o manancial hidrológico e construir um balneário. Possui as águas mais sulfatadas cálcicas da Península, classificando-se como frias, mesosalinas, sulfidricas cálcicas e magnésicas, cloretadas e bicarbonatadas mistas. Contêm elementos raros de valor e, em quantidades ponderáveis tais como iodo, bromo, flúor, arsénio e outros. São águas muito puras, isentas de contaminação.

As características hidrológicas desta estância termal, aliada à vasta mancha florestal que a rodeia e à qualidade hoteleira, com uma gastronomia saudável, tornaram-na uma das mais procuradas da Península Ibérica.




Freguesia de Monte Real

- História -

Mergulha na noite dos tempos a origem de Monte Real. Desde os tempos pré-históricos sempre despertou a maior cobiça, tanto pela riqueza do seu solo como pela sua situação privilegiada, assenta no alto duma colina

Fundada no Reguengo de Ulmar veio a chamar-se Póbra de Mô Real e Vila da Póvoa de Mon Real. Dos tempos em que tinha este último nome e a sua importância era grande, ainda restam, na parte mais alta da povoação, vestígios do antigo Paço Real, reduzido a uma construção restaurada, onde D. Dinis e a Rainha Santa Isabel terão habitado.

D. Dinis, em 1291, ordenou que se fizesse “abertas” no Paúl de Ulmar, a fim de que recebessem terras para lavrar durante dez anos os que estivessem dispostos ao seu cultivo, mediante o pagamento à coroa de um quarto de “todo o fruto que Deos hi der”.

Eram os esforços que o poder real fazia para fixar os colonos às terras, oferecendo-lhes condições atraentes para que se estabelecessem. Mas antes que isto fosse possível, tornou-se necessário fazer uma obra colossal.

Em Maio de 1291, o rei anúnciou o início daquela que foi uma das mais formidáveis obras de engenharia hidráulica do seu tempo. À custa do tesouro régio, encarrega os monges agrónomos de Alcobaça de mandar abrir, valar e enxugar os pântanos que se estendiam ao longo do Lis formando o imenso e estéril Paúl de Ulmar. Foram cerca de 2.000 hectares de terras improdutivas que se converteram em férteis campos de cultura.

Estabelecidos os colonos, D. Dinis em 1310 concedeu foral ao reguengo de “Camaria” que corresponde à região que medeia entre o mar e o monte que fica a cerca de um quilómetro a montante dos Paços de Monte Real. Antes, em 1292, já tinha outorgado foral à sua “Póbra” elevando-a à categoria de vila, com muitos privilégios, liberdades, foros e jurisdição independente da de Leiria.

Em 1463, D. Afonso V vendeu a D. Pedro de Meneses os direitos sobre o campo de Ulmar, permitindo-lhe pôr almoxarife, escrivães, oficiais e juíz, o que rendeu aos cofres reais uma avultada verba.

D. Manuel I, no foral que concedeu a Leiria em 1510, em vez de reparar esta situação, ainda mais a agravou, onerando os reguengueiros de Ulmar com tributos pesadíssimos. Seria por esta altura, 1512, que Monte Real se ia desanexar da freguesia de S. Tiago do Arrabalde de Leiria para juntamente com Carvide e Vieira formar uma nova, criada pelo bispo da Guarda, D. Pedro, prior-mor de Santa Cruz de Coimbra.

Mas Monte Real perderia em 1632, o lugar de Carvide e Vieira para a constituição da nova erecta de Carvide para em 1740 ser aquele segundo lugar elevado a freguesia.

Com a Restauração de 1640, à família Vila Real seriam confiscados todos os seus bens em benefício da coroa. Para além disso, devido aos serviços prestados aos Filipes, o Marquês e seu filho foram degolados. Monte Real, passados dois séculos, regressa ao domínio régio, o que se alteraria 12 anos depois ao ser incluida nos bens da recém-criada casa do Infantado.

Em meados do século XVIII, o donatário da vila era o Infante D. Pedro. Nessa época a freguesia era habitada por 693 pessoas residentes em 239 habitações, dedicando-se à agricultura e à indústria. A população continuava a crescer, o desenvolvimento era grande e nas vésperas das invasões francesas, o número de habitantes era de 894. Após as mesmas restavam 330 moradores.

Mas apesar de todo o seu passado histórico Monte Real, deve muita da sua fama às termas.

Águas frias, mesossalinas, sulfidricadas cálcicas, sulfatadas cálcicas e magnésicas, coloretadas e bicarbonatadas mistas e radioactivas. Constituem um tipo único na hidrologia nacional, embora semelhantes, sobre certos pontos de vista, às da Curia e Caldas da Rainha.

Do património da vila de Monte Real ressalta o seu pelourinho, datado de 1573, assente num pódio de três degaus e brasonado junto ao remate; a ermida de S. Martinho contendo uma escultura de pedra, figurando o santo venerado, policromada, de finais do século XVI, com meio metro de altura e muito interessante pelo seu arcaísmo; e o Paço Real, de cujo primitivo edifício subsistem alguns paramentos, bastante arruinados, onde se rasgam dois arcos góticos, um dos quais gabletado.

Monte Real envolvida por todos os lados de uma densa mata de pinheiros e eucaliptos, é recomendada pela pureza do ar, a bondade das águas e a amenidade quase inalterável da temperatura. Os arredores são encantadores e do alto das termas obtem-se uma soberba vista sobre os cabeços dolomíticos de Monte Real e Monte Redondo, dos quais os separa o campo da Salgada, coberto de juncais e banhado a meia distância pelo Lis.

Igreja

A paróquia de Monte Real tem como seu padroeiro S. João Baptista. Conta com cerca de dois mil cristãos apesar destes serem na sua maioria não praticantes. Desenvolve actividades a nível do culto religioso e de formação tanto de juventude como de adultos. A nível da juventude, destacam-se as actividades catequéticas e o escutismo. Este está formado no agrupamento 1077 do CNE.

Durante o ano são realizadas duas festividades religiosas. Uma junto da Igreja Paroquial em honra do padroeiro e outra no "monte real" em honra da Rainha Santa Isabel. As missas dominicais são celebradas habitualmente às 11:30h; durante a semana às 19:00h, somente alguns dias.

Além da igreja paroquial, esta paróquia possui quatro capelas: capela de S. João Baptista (antiga igreja paroquial - sem culto), Rainha Santa Isabel (culto ocasional), capela da Imaculada Conceição (Serra do Porto de Urso – culto ocasional).

Nesta paróquia também existe a capela de Sta. Rita, propriedade das Termas de Monte Real, com culto durante a estância termal. Existe ainda o Mosteiro de Santa Clara Instituto Religioso Feminino da Ordem de Sta. Clara de Assis, com 27 irmãs. Na sua capela o Santíssimo está exposto 24h/dia e celebra-se a eucaristia todos os dias às 18:00h. A presença das irmãs nesta comunidade faz-se sentir pela ajuda em alguns trabalhos da Paróquia.


- História 1 -

Mergulha na noite dos tempos...

Mergulha na noite dos tempos a origem de Monte Real. Desde os tempos pré-históricos sempre despertou a maior cobiça, tanto pela riqueza do seu solo como pela situação privilegiada, assenta no alto de uma colina dolomítica que domina o Lis.

Fundada no Reguengo de Ulmar veio a chamar-se Póbra de Mô Real e Vila da Póvoa de Mon Real. Dos tempos em que tinha este último nome e a sua importância era grande, ainda restam, na parte mais alta da povoação, vestígios do antigo Paço Real, reduzido a uma construção restaurada, onde D. Dinis e a Rainha Santa Isabel terão habitado.

D. Dinis, em 1921, ordenou que se fizesse “abertas” no Paúl de Ulmar, a fim de que recebessem terras para lavrar durante dez anos os que estivessem dispostos ao seu cultivo, mediante o pagamento à coroa de um quarto de “todo o fruto que Deos hi der”.



- História 2 -

Eram os esforços que o poder real fazia ...

Eram os esforços que o poder real fazia para fixar os colonos às terras, oferecendo-lhes condições atraentes para que se estabelecessem. Mas antes que isso fosse possível tornou-se necessário fazer obra colossal.

Em Maio de 1291, o rei anunciou o início daquela que foi uma das mais formidáveis obras de engenharia hidráulica do seu tempo. À custa do tesouro régio, encarrega os monges agrónomos de Alcobaça de mandar a abrir, valar e enxugar os pântanos que se estendiam ao longo do Lis formando o imenso e estéril Paúl de Ulmar. Foram cerca de 2.000 hectares de terras improdutivas que se converteram em férteis campos de cultura.

Estabelecidos os colonos, D. Dinis em 1310 concedeu foral ao reguengo de “Camaria” que corresponde à região que medeia entre o mar e o monte que fica cerca de um quilómetro a montante dos Paços de Monte Real. Antes, em 1292, já tinha outorgado foral à sua “Póbra” elevando-a à categoria de vila, com muitos privilégios, liberdades, foros e jurisdição independente de Leiria.



História – 3

Em 1463, D. Afonso V vendeu ... os direitos sobre o campo de Ulmar...

Em 1463, D. Afonso V vendeu a D. Pedro de Meneses os direitos sobre o campo de Ulmar, permitindo-lhe pôr almoxarife, escrivães, oficiais e juíz, o que rendeu aos cofre reais uma avultada verba.

D. Manuel I, no foral que concedeu a Leiria em 1510, em vez de reparar a situação, ainda mais a agravou, onerando os reguengueiros de Ulmar com tributos pesadíssimos. Seria por esta altura, 1512, que Monte Real se ia desanexar da freguesia de S. Tiago do Arrabalde de Leiria para juntamente com Carvide e Vieira formar uma nova, criada pelo bispo da Guarda, D. Pedro, prior-mor de Santa Cruz de Coimbra.

Mas Monte Real perderia em 1632, o lugar de Carvide e Vieira para a constituição da nova erecta de Carvide para em 1740 ser aquele segundo lugar elevado a freguesia.



História – 4

Restauração de 1640...

Com a Restauração de 1640, à família Vila Real seriam confiscados todos os bens em benefício da coroa. Para além disso, devido aos serviços prestados aos Filipes, o Marquês e seu filho foram degolados. Monte Real, passados dois séculos, regressa ai domínio régio, o que se alteraria 12 anos depois ao ser incluída nos bens do recém-criada Casa do Infantado.

Em meados do século XVIII, o donatário da vila era o Infante D. Pedro. Nessa época a freguesia era habitada por 693 pessoas residentes e 239 habitações, dedicando-se à agricultura e à indústria. A população continuava a crescer, o desenvolvimento era grande e nas vésperas das invasões francesas, o número de habitantes era de 894. Após as mesmas restavam 330 moradores.

Mas apesar de todo o seu passado histórico Monte Real, deve muito da sua fama às termas. Águas frias, mesossalinas, sulfricadas cálcicas e magnetésicas, coleteradas e bicarbonatadas mistas e radioactivas. Constituem um tipo único na hidrologia nacional, embora semelhantes, sobre certos pontos de vista, às da Curia e Caldas da Rainha.




Base Aérea

A Base Aérea nº 5, erigida no local em que funcionou outrora o Aero Clube de Leiria, foi oficialmente inaugurada a 4 de Outubro de 1959 com duas Esquadras de combate (Esq, 51 Falcões e 52 Galos) num total de 50 caças F-86F. Em 1966, viu aumentado este quantitativo com a atribuição de FIAT G-91 R4, à Esq. 51, primariamente dedicados ao treino de pilotos para as Esquadras então sedeadas na Guiné, Angola e Moçambique.

Em 1974, a Esquadra 103 com o T-33A passou a ministrar os Cursos Complementares para Aeronaves de Combate a partir desta Unidade.

Em 1977, o T-38 TALON veio integrar a Esq. 51, complementando as capacidades dos F-86F.

Em 1981 chegam os primeiros A-7P CORSAIR II que equiparam as Esquadras 302 Falcões e 304 Magníficos.

Em 8 de Julho de 1994 chegam a Monte Real os F-16A com os quais foi reactivada a Esquadra 201 Falcões.

Com uma população que, dependendo das Esquadras, tem variado entre os 800 e 1200 militares e civis, a Base Aérea nº 5 é uma Unidade com grandes tradições de Defesa Aérea, constituindo o vector decisivo para o policiamento aéreo do espaço de interesse nacional.

Integrada numa área de elevada densidade populacional, reduz o impacto ambiental, inerente ao seu funcionamento, através de medidas e equipamentos que minimizam a poluição, nomeadamente a sonora e de águas residuais.

Unidade de características muito particulares, constituí um polo de interesse e atracção, para a população e inúmeros turistas da freguesia, podendo ser visitada mediante contacto prévio com o Gabinete do Comando.

Telefone: 244 618 000
Site: www.emfa.pt


"ALCANÇA QUEM NÃO CANSA"

Escudo:
De prata, falcão atacante de sua cor, chefe de negro carregado de cinco triângulos de prata, dispostos em faixa.

Divisa:
Num listel de branco, sotoposto ao escudo, em letras de estilo elzevir, maiúsculas, de negro: "ALCANÇA QUEM NÃO CANSA"

Coronel Aeronáutico:
É de ouro, constituído por um aro liso com virolas nos bordos superior e inferior, encimado por oito pontas, das quais cinco aparentes. A ponta central e as laterais são encimadas por duas asas de águia estendidas. As pontas intermédias são encimadas por cruzes de Cristo.